Mensagem de Dom Xavier Gilles. Parte 4
Enfim, devo comunicar-lhes informações - que a mídia estadual, a governista como a da oposição, ignora sistematicamente - sobre a gravidade das questões fundiária e agrária no Maranhão.
O ano de 2008 não foi simplesmente mais um ano perdido nos descaminhos da Reforma Agrária; com efeito, se olharmos o número das áreas regularizadas e dos novos assentamentos, descobrimos que a agricultura camponesa e os povos tradicionais foram abandonados pelos Governos ao Deus dará.
Assistimos a um aumento dos conflitos em todo o interior do Estado com a volta da pistolagem e de despejos judiciais executados por Policiais Militares e milícias particulares dos latifundiários. Os dados fornecidos pela Comissão Pastoral da Terra revelam números assustadores, que nos lembram a conjuntura dos anos 80. Além disto, em muitas regiões do Estado, as famílias assentadas foram abandonadas pelos Governos Federal e Estadual.
É inevitável a nossa crítica a setores expressivos do Poder Judiciário, que expedem liminares de reintegração de posse e ordens de despejo de duvidosa legalidade e de incontestável ilegitimidade.
È inevitável o nosso apelo à Secretaria de Segurança Pública e ao Governo do Estado para que retomem a prática de consultar o Ministério Público, Sindicatos, Movimentos Sociais e Pastorais, diante da iminência de despejos judiciais.
Não podemos, em fim, não apontar para as responsabilidades e omissões do MDA-INCRA e do ITERMA.
É bom lembrar que todos estes conflitos fazem parte de uma conjuntura caracterizada pela expansão dos monocultivos de grãos, cana-de-açúcar e eucalipto, que agridem e destroem o nosso cerrado, as nossas águas e obrigam milhares de camponeses maranhenses a novos êxodos, para reforçar a massa dos migrantes assalariados em regime de super-exploração e de trabalho análogo ao escravo.
O que acabo de lhes escrever poderia gerar em nós sentimentos de impotência e desânimo, mas nós somos filhos e filhas de Deus, irmãos e irmãs de Jesus de Nazaré, o Ressuscitado, que venceu o medo, o pecado e a morte.
Contemos com a presença do Espírito, animador de toda profecia e Advogado dos pobres de Javé.
Um grande abraço e a minha bênção.
Feliz Ano 2009
+ Dom Xavier Gilles
Bispo de Viana
Presidente do Regional Maranhão
Presidente da CPT
05 janeiro, 2009
02 janeiro, 2009
17 dezembro, 2008
14 dezembro, 2008
Virá do oriente?
Japão, China e Coréia do Sul criam frente contra a crise
Fonte: www.vermelho.org.br
Os governos de Japão, China e Coréia do Sul anunciaram neste sábado (13) a criação de uma frente asiática contra a crise financeira, com o objetivo de transformar a região no ''centro do crescimento econômico mundial''.
Segundo um comunicado emitido após uma cúpula de um dia que reuniu os líderes dos três países, realizada em Fukuoka, sul do Japão, o novo eixo desenvolverá, além da cooperação na área econômica, parcerias de combate ao aquecimento global e medidas para negociar com a República Popular Democrática da Coréia o fim de seu programa nuclear militar. Ao todo, os acordos trilaterais firmados durante o encontro abarcam mais de 30 áreas.
''Nós aceitamos nossa visão e nossas responsabilidades na criação de um futuro pacífico, próspero e sustentável, seja para o extremo oriente ou para toda a comunidade internacional'', diz o texto, assinado pelo premier japonês, Taro Aso, pelo chefe de Governo chinês, Wen Jiabao, e pelo presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-bak.
Os três países concordaram que a cooperação deve se dar com base nos princípios de ''abertura, transparência, confiança recíproca e interesses comuns, respeitando nossa diversidade cultural''.
Sobre os efeitos da crise financeira, o documento aponta para a busca de soluções amplas que possam minimizar o impacto da turbulência global. ''Estamos determinados a definir uma sólida cooperação de caráter político, econômico, social e cultural'', acrescenta o texto.
Os três líderes voltarão a se reunir no ano que vem na China. Em 2010, haverá outro encontro, dessa vez na Coréia do Sul.
Japão, China e Coréia do Sul têm sido fortemente atingidos pelos estragos que a crise financeira causa agora na chamada economia real.
O Japão, por exemplo, viu sua economia — a segunda maior do mundo — entrar em recessão no último trimestre, sob o efeito das bruscas quedas registradas no fluxo de exportações. A China, por outro lado, principal mercado emergente do planeta, terá de lidar este ano com uma taxa de crescimento inferior aos altos índices com os quais se acostumou na última década.
Fonte: www.vermelho.org.br
Os governos de Japão, China e Coréia do Sul anunciaram neste sábado (13) a criação de uma frente asiática contra a crise financeira, com o objetivo de transformar a região no ''centro do crescimento econômico mundial''.
Segundo um comunicado emitido após uma cúpula de um dia que reuniu os líderes dos três países, realizada em Fukuoka, sul do Japão, o novo eixo desenvolverá, além da cooperação na área econômica, parcerias de combate ao aquecimento global e medidas para negociar com a República Popular Democrática da Coréia o fim de seu programa nuclear militar. Ao todo, os acordos trilaterais firmados durante o encontro abarcam mais de 30 áreas.
''Nós aceitamos nossa visão e nossas responsabilidades na criação de um futuro pacífico, próspero e sustentável, seja para o extremo oriente ou para toda a comunidade internacional'', diz o texto, assinado pelo premier japonês, Taro Aso, pelo chefe de Governo chinês, Wen Jiabao, e pelo presidente da Coréia do Sul, Lee Myung-bak.
Os três países concordaram que a cooperação deve se dar com base nos princípios de ''abertura, transparência, confiança recíproca e interesses comuns, respeitando nossa diversidade cultural''.
Sobre os efeitos da crise financeira, o documento aponta para a busca de soluções amplas que possam minimizar o impacto da turbulência global. ''Estamos determinados a definir uma sólida cooperação de caráter político, econômico, social e cultural'', acrescenta o texto.
Os três líderes voltarão a se reunir no ano que vem na China. Em 2010, haverá outro encontro, dessa vez na Coréia do Sul.
Japão, China e Coréia do Sul têm sido fortemente atingidos pelos estragos que a crise financeira causa agora na chamada economia real.
O Japão, por exemplo, viu sua economia — a segunda maior do mundo — entrar em recessão no último trimestre, sob o efeito das bruscas quedas registradas no fluxo de exportações. A China, por outro lado, principal mercado emergente do planeta, terá de lidar este ano com uma taxa de crescimento inferior aos altos índices com os quais se acostumou na última década.
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