12 maio, 2008

É para frente

À primeira vista parecem contraditórios os discursos que versam sobre uma reunião comandada pelo governador Jakson Lago na sexta-feira (09/05/2008) e sobre a tal "Frente da Libertação".

Os órgãos governistas de imprensa dizem que a reunião ratifica para 2008, a reedição da "Frente" que elegeu Jackson em 2006. Os órgãos oposicionistas, por seu turno, dizem que a "Frente" não se reeditará, impedida pelos enormes conflitos existentes dentro da base governista.

Só à primeira vista parecem ser tão diferentes. Na verdade, esses discursos são apenas as duas faces de uma mesma moeda. Ambos analisam a reedição ou não da tal "Frente da Libertação", como afirmação ou negação da força política pessoal do governador Jackson Lago. Esses discursos são equivocados e propositadamente propalados, com o objetivo de confundir o eleitorado fazendo-o pensar o Maranhão tomando como parâmetros o sarneysmo e o não-sarneysmo.

Essa, definitivamente, não é a discussão importante. Ou pelo menos, não deveria ser.
Importante mesmo neste momento para nós é uma reflexão sobre as plataformas partidárias e a capacidade que têm os diversos partidos em dar respostas aos problemas e anseios da sociedade. O que é produtivo e interessante é identificação dos campos de ação e de ideários de cada partido para que o povo veja esses elementos refletidos em candidaturas e alianças que discutam e proponham um projeto de futuro para a sociedade.

Tenho a convicção que só a observação correta do ambiente político do Maranhão e dos elementos que permeiam esse processo de sucessão municipal, pode nos levar a uma acertada projeção de futuro para os municípios maranhenses para o Estado do Maranhão e para o Brasil.

Estou fatigado pelos velhos bordões. Não quero mais ouvir falar na "Frente". Para mim esse discurso batido e enfadonho é só uma forma de esconder a falta que faz um projeto de futuro. Não posso crer que a política maranhense produzirá algo melhor que o que já temos, com essa classe política que sobrevive apegando-se desesperadamente a elementos de um passado que, embora tenha seus reflexos no presente, de maneira alguma pode condicionar o futuro.
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