11 março, 2010

Farsante contumaz e pau-mandado

quarta-feira, 10 de março de 2010
Farsante contumaz e pau-mandado


O jornalista e psicólogo cubano Guillermo Fariñas se tornou opositor ao regime cubano após a morte do general Arnaldo Ochoa, condenado por corrupção e narcotráfico. Ochoa foi fuzilado em Cuba em 1989. Fariñas não está preso, está em sua própria casa. Em entrevista ao jornal Folha de São Paulo ele quer culpar o presidente Lula pelo seu destino. Em greve de fome há 15 dias, quer que o presidente Lula interfira junto ao governo de Cuba em favor de dissidentes políticos que cometeram crimes de espionagem e sabotagem. Fariñas já esteve outras 22 vezes em greve de fome como forma de protesto contra o governo cubano. O dissidente chegou a permanecer sete meses sem ingerir alimentos, em 2006, para exigir o fim dos condicionamentos para acessar Internet.

Assim como tal blogueira Yoani Sanchez, os dissidentes presos são agentes financiados pelos EUA para criar e manter um clima de animosidade política em Cuba, recorrendo até ao terrorismo com explosivos e a assassinatos. Mais do que isso, no momento: buscam impedir qualquer entendimento entre Cuba e os EUA. Por que essa iniciativa de greves de fome justamente quando o presidente Obama e o governo cubano iniciavam conversações para por fim ao embargo que prejudica os cubanos já há 50 anos? Conversações com as quais os direitistas que predominam na CIA (que arregimenta e infiltra agentes em Cuba), no FBI e nas forças armadas não concordam? É evidente que se trata de tramóia grossa.

O presidente Lula é o presidente da República Federativa do Brasil, e por isso não pode interferir nos assuntos internos de outro país. O presidente é um estadista, não é um golpista. O que o Fariñas pretende, bem como os que o instruem, é comprometer a imagem pública do presidente Lula no Brasil e no exterior (no mínimo, comprometer o projeto de que nosso presidente venha a assumir algum importante posto internacional após seu mandato). Fariñas é um farsante contumaz, pau-mandado da CIA.

Por Jussara Seixas (co-editora do Terra Brasilis)
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