14 novembro, 2007

EXCLUSIVA. O timonense entrevista W. Luiz

O blog entrevistou o ex-presidente do diretótio estadual do Partido dos trabalhadores no Maranhão.

Aos 57 anos de idade, Washington Luiz tem um curriculo político marcado por uma intensa militância. Preso durante o regime militar e, como integrante do PC do B, Washington viveu na clandestinidade até o fim da ditadura. Hoje é suplente de deputado federal, tendo recebido 62.800 votos na eleição de 2006, com votação em 211 dos 217 municípios do Estado do Maranhão.
Filiado ao PT desde 1988, Washington já presidiu o partido e agora pleiteando, novamente, o cargo de presidente do Partido dos Trabalhadores, nos fala sobre o 3º Congresso Nacional do PT, do Processo de Eleições Diretas (PED), e das relações do PT maranhense com os governos Jakson Lago e Lula.

Ot-Nos dias 31 de agosto, 1º e 2 de setembro/2007 o PT realizou seu 3º Congresso em São Paulo. Na sua avaliação que pontos merecem ser destacados nesse Congresso?


W. Luiz-
A resolução mais importante é a da realização do 1º Congresso da Juventude Petista. Ele deverá acontecer no primeiro semestre do próximo ano. Destaque também para a necessidade urgente da criação da Escola Nacional do PT que irá representar um efetivo avanço na formação política de nossos militantes.

Ot- A eleição de delegados a esse 3º Congresso serviu também como um termômetro que aferiu as forças internas do partido. Como você avalia o desempenho da Articulação, corrente da qual o Sr. é a principal liderança no Estado?

W. Luiz- A Articulação confirma-se como sendo uma das correntes mais fortes do PT no estado. O mérito da Articulação é que ao mesmo tempo em que entendemos a política como a arte do diálogo e da busca de conquista do projeto de poder da classe trabalhadora.

Ot-No Processo de Eleição direta de 2005, seu principal oponente, o então deputado estadual Domingos Dutra, venceu as eleições associando seu nome à crise por que passava o PT Nacional. Passada essa fase o Sr. acha que Dutra fica agora sem discurso?

W. Luiz- Ele continua repetindo os mesmos ataques, é o seu estilo, cabe a base do PT saber discernir o que é verdade. De minha parte quero fazer uma campanha produtiva, debatendo idéias e não agredindo, a militância do PT não suporta mais baixaria, é preciso elevar o nível do debate. O partido precisa que suas lideranças apresentem alternativas para que o PT possa se tornar aqui no Maranhão um partido viável na disputa pelo poder no Estado.


Ot-Nas eleições de 2006 o Partido dos Trabalhadores apoiou as candidaturas de Edson Vidigal no 1º turno e Jackson Lago no 2º turno. Por conta dessa aliança o PT ocupa alguns espaços no Governo Jackson, dividindo o poder, inclusive, com o arquiadversário PSDB. Qual sua avaliação do governo e
dessa participação do PT?

W. Luiz- Acho que foi correto o PT participar da coligação do Governo Jackson, o que não pode é o PT ficar neutralizado incondicionalmente no governo que é extremamente plural e reúne forças políticas extremas como PT e PSDB.

Ot-Em relação ao governo federal. Como se dá a relação do PT maranhense com o governo? E que espaços o PT ocupa?

W. Luiz- O PT ocupa competentes cargos do Governo Federal no Maranhão: INCRA, MDA, Secretaria de Pesca, IBAMA, Eletronorte. O desafio é desempenhar bem a gestão.
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