22 novembro, 2007

Mídia, democracia e poder.

Andei lendo sobre a proposta de reforma constitucional na Venezuela, interessado em encontrar o caráter antidemocrático da proposta bem como dos plebiscitos e eleições venezuelanas de que tanto fala a grande mídia brasileira.

Aí entedi porque a reforma, os plebiscitos e eleições são antidemocráticos, segundo a ótica dos coronéis da mídia.

Os barões da mídia entendem democracia como o exercício do poder em nome do povo, mas não pelo povo.

A reforma quer dar poder ao povo.

Amídia acha que o povo é incapacitado para o exercício do poder.

A mídia se acha o poder.

Para a mídia o povo não entende de democracia.

A mídia se acha a legítima guardiã da democracia.


Aliás, foi contra uma suposta ameça antidemocrática que ela defendeu o golpe 1964.

Também foi em nome da democracia que a mídia brasileira, especialmente a rede globo, deu apoio moral ao golpe de 2002 na Venezuala, quando prenderam o presidente eleito e disseram que um não eleito era o novo presidente.

A mídia sabe que o povo quer mudanças.

A mídia prefere que se mudem as coisas deixando tudo do jeito que está.

De fato é uma simples questão de interpretação.

Sobre a reforma constitucional venezuelana, leia mais na ABN - 1 2
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